O Toque

Aperta a minha carne agora
Que o sangue esquenta a pele
Pela pulsão da libido
Ai! -geme o meu amor-
Me alfora tais sentidos sujos

Me ilude nos teus jogos
De corpo e mente
Meu prazer subjacente a ti
Mente pra mim, mente…

Do meu presente que se fez
O presente se afirmou
Aperta minha carne quente
Dá um passo a frente
E seremos enfim os mais indecentes.

                 por Lucas Brasil

Não: não digas nada!
Supor o que dirá
A tua boca velada
É ouvi-lo já

É ouvi-lo melhor
Do que o dirias.
O que és não vem à flor
Das frases e dos dias.

És melhor do que tu.
Não digas nada: sê!
Graça do corpo nu
Que invisível se vê.